• Escola Municipal em São Pedro da Aldeia recebe ação de combate ao abuso e à exploração sexual infantil



    A Prefeitura de São Pedro da Aldeia realizou na terça-feira (09) uma palestra de prevenção e orientação sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. O evento reuniu alunos do 3º ao 6º ano da Escola Municipal Professora Miriam Alves de Macedo Guimarães, no bairro Fluminense, e foi organizado pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Antônio Paulino de Souza, do bairro Morro do Milagre. 

    Coordenadora do CRAS, Damaris Martins falou sobre a iniciativa. “Nós trabalhamos muito com os pais, porém queremos atingir também as crianças para que eles conheçam o tema e visualizem todas as formas de violência. Queremos orientar esses adolescentes para que eles possam, caso isso esteja acontecendo com eles ou alguém conhecido, ligar, denunciar e se proteger”, disse.



    Para discutir a temática, a assistente social do CRAS Morro do Milagre Charlene Campos ministrou uma palestra com os alunos, com a participação do Conselho Tutelar. Visando orientar e informar os participantes da melhor forma, vídeos e slides também foram utilizados.

    Para a conselheira tutelar Izaneris Lopes da Silva, o trabalho do Centro de Referência dentro da escola é excelente. “Muitas denúncias de abuso sexual são descobertas dentro das escolas. É muito prazeroso para nós estarmos aqui, contribuindo e vendo o trabalho do CRAS dentro das unidades escolares. Vale destacar que, caso alguém esteja vivenciando essa situação ou conheça algum caso de abuso sexual, é importante denunciar no ‘Disque 100’ ou no telefone do Conselho Tutelar 2627 6570”, orientou.



    Professora de Língua Inglesa e Teatro, Sara Wagner acompanhou suas turmas durante o evento. “A maior importância de se estar discutindo essa temática é que se trata de algo recorrente na história da humanidade, relações de abuso entre sexos com certos atributos de normatividade e outros que são tão visíveis, que é o caso de homens e mulheres. Além disso, existem as formas invisíveis que temos hoje de abuso sexual, que acontecem inclusive dentro da escola com adolescentes que não são apenas heterossexuais, ou que se entendem dessa forma, e que não têm noção dos abusos que são cometidos. Uma vez que abordamos e inserimos o assunto abuso sexual na escola, nós também abrimos a possibilidade de compreensão da problemática dos direitos LBGT”, declarou Sara, única professora transgênero da Região dos Lagos. 

    O evento foi promovido em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio e instituído pela Lei 9.970, de 17 de maio de 2000. Desde sua criação, entidades ligadas à defesa dos direitos das crianças e adolescentes promovem por todo Brasil atividades que visam conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade da violência sexual. 

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