Primeiro dia do festival reuniu artistas locais e nacionais, movimentou o bairro histórico e abriu um fim de semana de apresentações gratuitas em Cabo Frio
O frio da noite de sexta-feira (17) ganhou trilha sonora na Passagem. Entre casarões históricos, bares e restaurantes, moradores e turistas acompanharam a abertura do Jazz São Benedito, festival que reúne artistas locais e nacionais em um dos cenários mais tradicionais de Cabo Frio.
A programação ocupou os palcos “Entre Bares” e “São Benedito”, montados em formato 360 graus para aproximar os músicos do público e permitir que as apresentações fossem acompanhadas de diferentes pontos do bairro. Ao longo da noite, passaram pelo evento Música Sem Frescura, Ju Feliciano, Ramiro Farb, Gabriel Leite, Alma Thomas e Liah Soares.
O festival também abriu espaço para a produção musical da própria região. Instrumentista cabo-friense, Gabriel Leite iniciou a trajetória na música em 1998 e, desde os anos 2000, dedica parte do trabalho ao jazz e ao choro, gênero que define como o jazz brasileiro.
No repertório apresentado no festival, o músico reuniu composições autorais e obras de artistas como Pixinguinha, Moacir Santos e Léo Gandelman, uma das atrações deste sábado (18).
“É muito importante manter iniciativas como essa para dar vazão à arte produzida na nossa cidade. Estamos com músicos locais, apresentando um trabalho de alto nível, que também levamos para outros lugares e recebemos retornos muito positivos. Poder trazer uma música histórica para um espaço tão histórico é um prazer imenso”, afirmou Gabriel.
A cantora Ju Feliciano também destacou a qualidade da programação e a oportunidade de dividir o evento com músicos da cidade e convidados de outras regiões.
“O Festival de Jazz tem sempre uma qualidade altíssima, com músicos excelentes da nossa região e de fora. É um evento incrível de prestigiar e uma honra poder participar. Preparamos clássicos do jazz e esperamos que o público venha aproveitar esse encontro”, declarou.
Realizado pela Prefeitura de Cabo Frio, o Jazz São Benedito chega à segunda edição fortalecendo a relação entre música, patrimônio cultural, turismo e economia criativa. De acordo com o Secretário Municipal de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o evento também funciona como uma vitrine para os artistas da cidade.
“É uma troca de conhecimento e uma oportunidade de apresentar ao público artistas que, muitas vezes, ele ainda não conhece. O festival incentiva e valoriza quem produz cultura na nossa região. Nosso compromisso é atender tanto as pessoas que fazem cultura quanto aquelas que consomem cultura, sejam moradores ou visitantes”, destacou o secretário.
O movimento provocado pelo festival também foi percebido pelos comerciantes da Passagem. Proprietário de um restaurante no bairro, André Roque ressaltou que a realização do evento contribui para atrair consumidores em um período tradicionalmente mais tranquilo para os estabelecimentos.
“Estamos em uma época de baixa temporada e com um frio mais intenso. O festival ajuda a movimentar a região, está muito bem organizado e apresenta uma qualidade musical muito boa. A expectativa é que o bairro abrace cada vez mais o evento e que ele se consolide como um festival da Passagem”, afirmou.
Programação continua
O Jazz São Benedito segue neste sábado (18), a partir das 19h. No palco Entre Bares, apresentam-se Luma e Boteco Chic, seguidos pelo Angel Duarte Jazz Quartet. Já no palco São Benedito, Glaucus Linx sobe ao palco às 20h30 e Léo Gandelman se apresenta às 22h.
No domingo (19), último dia do festival, o palco Entre Bares recebe Brenda Jackson e Juancho Huenulef, a partir das 18h, além de Gabriel Fiorito Blues Session. No palco São Benedito, as apresentações serão de Celso Fonseca, às 19h, e Ramiro Farb, às 20h30.
Os palcos estão instalados no cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e Almirante Barroso e no Largo de São Benedito. Toda a programação é gratuita.
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