Conta de energia elétrica mais cara. Prepare o bolso.


A conta de luz voltou a mostrar uma característica incômoda do setor elétrico brasileiro: ela não se move apenas no ritmo da inflação. Em vários casos, avança muito acima dela.

A tabela com dados oficiais da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), disponíveis no sistema online “Índices de reajuste das tarifas residenciais” da SGT (Superintendência de Gestão Tarifária), mostra que os reajustes autorizados para CPFL Santa Cruz agrupada, RGE agrupada, Cocel e Energisa Minas Rio ficaram em dois dígitos, com impactos informados de 17,99%, 14,89%, 14,31% e 12,48%, respectivamente.

Todos superam com folga o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado em 12 meses até maio, de 4,72%, e também a prévia inflacionária medida pelo IPCA-15 em junho, de 4,80%.

Quando esses componentes se acumulam, o reajuste tarifário deixa de ser uma simples correção monetária e passa a refletir o custo estrutural de manter o sistema funcionando.

O caso chama atenção porque ocorre em sequência. A CPFL Santa Cruz teve vigência confirmada a partir de 22 de abril; a RGE, a partir de 19 de junho; a Energisa Minas Rio, a partir de 22 de junho; e a Cocel, a partir de 29 de junho.

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