• MPRJ realiza operação contra denunciados por furtar combustível de dutos da Transpetro.




    O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), em conjunto com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD/PCERJ), com apoio dos GAECOs do MPSP e do MPMG, realiza nesta terça-feira (02/03) a Operação Porto Negro, contra uma organização criminosa denunciada por furtar combustível de dutos da Transpetro. O objetivo é cumprir cinco mandados de prisão e 14 de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada. No Rio de Janeiro, os mandados são cumpridos na capital, Duque de Caxias e Itaboraí. Dentre as ordens de prisão, está a do capitão da Polícia Militar Marcelo Queiroz. Também são cumpridas ordens de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

    A denúncia descreve o papel de cada integrante na estrutura da organização criminosa. A liderança era de Gilson Cunha Júnior e Marcelo Queiroz dos Anjos, que coordenavam toda a operação, desde a escolha do duto, até a subtração do produto, o pagamento aos integrantes, o financiamento do material utilizado no crime e a coordenação do transporte até o receptor. O denunciado Jorge Dias Braga era o responsável operacional, subordinado direto das lideranças, auxiliando na realização dos furos nos dutos e no manuseio da mangueira para carregar os caminhões com o combustível.

    O caminhão com o líquido furtado era então transportado pelo motorista José Carlos da Silva. Já o receptador do produto furtado era o denunciado Walmir Aparecido Marin, que também financiava a atividade da organização criminosa, fornecendo caminhões para serem usados no transporte. Eles foram denunciados por constituir organização criminosa e furto qualificado.

    A denúncia relata três ocasiões em que o grupo realizou furto e receptação qualificada: a primeira em Guapimirim, a segunda em Nova Iguaçu e a terceira em Queimados, ocorridas entre junho e setembro de 2020. Ao todo, foram subtraídos cerca de 169,5 mil litros, causando prejuízo superior a R$ 1.2 milhão. O MPRJ requer que os denunciados sejam condenados a pagar indenização no mesmo valor à Transpetro.

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