• Peró, em Cabo Frio, fica sem ônibus por causa da falta de organização com barracas nas ruas .




    Gestão nova, problemas antigos. Comerciantes e moradores do Peró, em Cabo Frio, procuraram o Ministério Público do Estado do Rio para pedir providências contra a ocupação desordenada da Praça do Moinho e vias próximas. A ocupação irregular das ruas por barracas de ambulantes impediu novamente que os ônibus que atendem ao bairro conseguissem circular. O excesso de barracas, na praça, nas ruas e nas calçadas, também prejudicou o fornecimento de energia elétrica, o tráfego de caminhões de coleta de lixo e que fazem entregas e estimulou aglomerações à noite.




    Com o bloqueio das ruas da Praça do Moinho e da Rua do Moinho, os ônibus da Viação Salineira que ligam o Centro ao Peró tiveram que mudar o itinerário e o ponto final, que teve que ser mudado para a esquina da Avenida dos Pescadores com a Rua Barracudas. Os usuários que moram na Rua dos Badejos, por exemplo, tiveram que andar mais de dois quilômetros para chegar nas suas casas.

    No início do ano, moradores da Rua do Moinho e comerciantes procuraram em vão a fiscalização de posturas da Prefeitura de Cabo Frio para pedir o ordenamento do local na alta temporada. Eles alegam que o excesso de barracas, em sua maioria com autorização da própria Prefeitura, prejudica o fornecimento de energia elétrica por causa do excesso de consumo, não previsto pela concessionária de energia.

    -- Quero expressar minha insatisfação e decepção com a administração municipal. O município tem de fato autoridade para autorizar o comércio em áreas públicas, mas desde que não prejudique a circulação das pessoas nas calçadas e o trânsito e estacionamento de veículos. Além de moradores e turistas, os mais prejudicados são os comerciantes legalmente estabelecidos, que durante todo o ano pagam seus impostos e cumprem a legislação trabalhista – lamentou o comerciante Luís Henrique Almeida, acrescentando que tanto as autorizações em excesso quanto a falta de fiscalização do comércio ilegal ferem o direito dos cidadãos.

    Antigo veranista do Peró, o advogado Ozéas Mello diz não ter dúvidas de que a desordem na principal área de lazer do Peró fere o direito da coletividade.

    -- As permissões em excesso concedidas pelo município para o comércio em via pública ferem frontalmente o direito de ir e vir dos moradores, em especial os mais idosos. É um transtorno para os serviços essenciais, como coleta de lixo e socorro urgente. É um problema que se repete todos os anos e que necessita de uma ação efetiva do Ministério Pública, já que os pedidos às autoridades municipais têm sido em vão. Falta garantir o direito à ordem pública – lamentou o advogado.

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