• Rosas do Deserto, uma opção para o Dia dos Namorados.




    A proximidade do Dia dos Namorados movimenta a vida da paranaense Beatriz Stracke, que trocou a área agrícola pela praia do Peró. Massoterapeuta de profissão, ela dedica as horas de folga para produzir rosas do deserto, uma planta origem africana, mas que se adaptou muito bem ao clima do Peró. Beatriz não só produz como também ensina a produzir rosas do deserto, que são muito procuradas para o Dia dos Namorados. Ela também produz geléias com plantas típicas do Peró, como a pitanga e a aroeira.

    As rosas do deserto são feitas com o enxerto de raízes, o que permite que as flores tenham várias cores, diferentes das espécies tradicionais. É um trabalho que lembra o bonsai e requer paciência: a planta precisa de um bom tempo, num clima propício, com sol para ficar exuberante e com floração o ano inteiro. Os preços podem variar de R$ 50 a R$ 5 mil. Uma planta adulta pode chegar a quatro metros de altura.

    Beatriz é natural do Paraná, mas viveu 15 anos na área agrícola de Tocantins, onde criou e formou os três filhos: dois agrônomos e uma advogada. As técnicas agrícolas ela aprendeu muito jovem, mas se apaixonou pelas rosas do deserto em Tocantins. Chegou a dar cursos em várias partes do Brasil até chegar à Região dos Lagos:

    -- Decidi que queria mudar para uma praia depois de formar os filhos. Como já conhecia o Peró como turista, resolvi me fixar aqui. É um lugar encantador, aconchegante – disse Beatriz, que chegou a Cabo Frio há dois anos.

    Nos últimos dois meses, o movimento no estúdio de massoterapia no Shopping do Peró caiu por causa da quarentena. Beatriz dedicou-se não só a trabalhar com as rosas do deserto, mas também no projeto de produção de geléia de abacaxi com o aproveitamento da pimenta rosa, extraída da aroeira, que existe em abundância no Peró e está na época da floração.

    -- Em tempo de pandemia, foi uma ótima terapia. Já produzimos geléia de pitanga, mas a de abacaxi com aroeira ficou excelente – comemora.

    Com um cenário econômico negro pela frente, Beatriz acredita na criação de oportunidades de renda para quem quiser se dedicar à produção de rosas do deserto e de geléias com produtos típicos da Região dos Lagos. Ele interrompeu os cursos por causa da pandemia, mas pretende retomá-los em breve.

    -- É possível aproveitar o que a natureza nos dá sem destruí-la. Aprendi isso com meu pai, ainda criança, na área rural do Paraná – concluiu Beatriz, que integra o movimento Atletas do Peró e pratica a massoterapia, terapêutica e relaxante, como voluntária nos programas do Posto de Saúde do Peró.

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