MAR DE LAMA - Claudio Leitão afirma que Prefeitura não repassou 40 milhões de reais e documentos foram fraudados

"Licitações eram paralisadas para que as verbas não fossem usadas... Não concordamos que uma parte receba o pagamento e outra não." 
Veja o vídeo da Coletiva : 
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Na tarde desta terça feira (14), no auditório do Prédio da Remmar, na Avenida Teixeira e Souza, o ex secretário de Educação Claudio Leitão convocou a imprensa para explicar os motivos de sua saída do governo Adriano Moreno. Na sexta feira (10) a prefeitura publicou uma nota afirmando que tinha exonerado os dois principais nomes da pasta por que não tinham obedecido a ordem de efetuar o pagamento dos servidores municipais, momentos depois através da comunicação oficial da Secretaria de Educação uma nota foi emitida afirmando que a nota da prefeitura não falava a verdade. O ex secretário fez denúncias sérias declarando que na verdade se sentiu obrigado a pedir para sair do governo pois a situação de irregularidades estava passando dos limites . 
Leitão lembrou de outras pessoas que caminharam com o prefeito na época de campanha e que foram ficando pelo caminho após se decepcionarem . 
O governo Adriano Moreno ainda não completou 12 meses e já se tornou um dos mais questionáveis do município.


Na coletiva Claudio Leitão declarou que a prefeitura não repassou o montante de R$ 40 milhões a pasta da Educação. Este dinheiro corresponde ao repasse obrigatório por lei para complementar a folha e para despesas. Disse também que verbas estão chegando na Secretaria de Fazenda para investimentos e licitações mas que o dinheiro simplesmente não é liberado. Acompanhe alguns trechos da declaração feita na coletiva : 
"Outros secretários também bateram de frente com o Secretário de Fazenda. O MP vai investigar se as verbas da saúde (15% do orçamento) estão sendo repassados para a pasta. Se na Educação está assim é possível, não posso afirmar, que a saúde também esteja." 

"A situação é grave, afirmo que o Secretário de Fazenda, com anuência do Prefeito Adriano Moreno, não repassou R$ 40 milhões a pasta da Educação, provocando assim o sufocamento da pasta prejudicando seu funcionamento... Para conseguir a senha que autoriza os pagamentos dos servidores eles demoraram 3 meses para assinar a autorização.... As licitações não eram liberadas, chegavam na mesa do Secretário de Fazenda, que é na verdade o prefeito da cidade e não saía de lá. Por isso os ônibus no segundo distrito de Cabo Frio que atendem as crianças não eram licitados, prejudicou a merenda das crianças, escolas estão com problemas na parte elétrica, outras escolas estão sucateadas." Disse também que o prefeito e o secretário fraudaram um documento com investimentos na educação, destacando que a cidade investiu 33% na pasta para cumprir a lei federal, mas que estes investimentos não foram feitos com os recursos próprios como determina esta mesma lei e sim com recursos de outras seguimentos. Até as verbas federais "carimbadas" foram desviadas para outras pastas . 

"Eles usaram as verbas da merenda, da Educação do município em outras pastas para cobrir a Comsercaf e outras pastas. O dinheiro da Educação financia esta cidade erradamente. Por isso não conseguimos mais para a população." 

Claudio Leitão disse que permaneceu no cargo, mesmo depois de colocar a disposição por 3 vezes por que sempre recebia a promessa que as coisas iriam andar, o que não aconteceu. Diante de todo este cenário pegou documentos e apresentou ao Ministério Público fazendo a denúncia, além disso também entrou na justiça por descumprimento de um TAC assinado por ele e o prefeito. Em um determinado momento comentou que o Secretário de Fazenda de Cabo Frio, Cati, internamente e pelas ruas, recebeu apelidos que ele acredita ser referencia a jogadores de futebol. 

Ao final da coletiva que durou mais de uma hora o ex secretário respondeu aos jornalistas e enviou cópias dos documentos para a Câmara de Vereadores, chamando a atenção que se os vereadores tivessem pedido a gestão orçamentária do município certamente a situação poderia ter sido outra.

A prefeitura ainda não se manifestou.