• Sem professor, idosos temem perder projeto social no Peró, em Cabo Frio.



    Com 81 anos bem vividos, Luzia Korss Machado atribui sua disposição aos exercícios físicos que praticava todos os dias (agora duas vezes por semana) na Praia do Peró ou na Praça do Moinho (em dias de ventos fortes). Nesta segunda-feira, ela foi à praça, sem o uniforme, para se despedir dos amigos, pois vai passar uma temporada visitando a filha em Belém do Pará.

    Luzia é uma das mais antigas Atletas do Peró, um projeto de qualidade de vida que reúne idosos residentes no bairro. As atividades iam de vento em popa até que a prefeitura deixou de pagar o salário mensal do professor que dava aulas diariamente (a sexta-feira era dedicada a caminhadas pela praia e hidroginástica nas Conchas.

    Para não deixar o projeto (que chegou a ter 90 alunos) morrer, os idosos estão se cotizando para dar uma ajuda de custa ao professor Kleber Martins, que só tem agenda nas terças e quartas-feiras. No inicio do ano, o secretário de Esportes e Lazer de Cabo Frio, foi ao Peró e prometeu contratar o professor para atender os idosos, mas a promessa ainda não foi cumprida:

    -- Há uma promessa de contratação do professor em janeiro, com o novo orçamento da prefeitura. Estamos esperançosos – comenta Marlene José, que arrecada a contribuição dos 25 alunos e é uma espécie de tesoureira do grupo.

    Além da volta do professor, os idosos pedem um local coberto, próximo da praia, para poderem realizar suas atividades diárias de educação física. Atualmente, contam com a boa vontade dos donos de donos de quiosques na praia e na praça. Eles comemoraram os reparos no piso de pedras portuguesas e retirada das ferragens das ruínas de uma área de lazer que jamais foi concluída.

    Desde 1981 no Peró, o gaúcho aposentado Miguel Ângelo Serafim não perde uma aula. Ele também reclama, a pedido de amigos, um espaço para o vôlei e beach tennis na areia da praia e fala da saudade das aulas diárias e das festas do grupo:

    -- A prefeitura por duas vezes, através do secretário Rebel, nos prometeu o professor remunerado. Nós adoramos o Peró e não queremos sair daqui para fazer ginástica em outro lugar. Não queremos outra vida. Eu só saio da minha casa para outra mais próxima da praia – concluiu Miguel, gaúcho de Erechim.

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