• Delegado de Cabo Frio pede a prisão de 25 traficantes do CV e do Terceiro Comando.




    O Delegado Titular da 126ª DP, Marcello Maia, pediu na quinta-feira a prisão preventiva de 25 traficantes responsáveis pela guerra travada entre marginais do CV que buscaram invadir regiões de domínio do TCP. São 13 prisões de componentes do CV e 12 do TCP.

    O inquérito policial seguiu para o MP- PIP, que manifestou-se favoravelmente pelas prisões, oferecendo denúncia contra os investigados, inclusive elogiando a qualidade das investigações. Nesta segunda-feira foi encaminhado à Justiça para decisão.

    Os traficantes foram investigados pelo descumprimento das normas penais incriminadoras previstas nos artigos 33 e 35, da Lei 11.343/06 (Tráfico de drogas e Associação para o tráfico), 16 da Lei 10.826/03 (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito), 121, § 2°, II e IV n/f do art. 14, II, ambos do CP (tentativa de homicídio) e 288, § único, também do CP (Associação Criminosa), em virtude de fatos ocorridos a partir do mês de maio do corrente ano (tentativa de invasão de traficantes do CV contra o TC). O Grupo de Investigação Complementar da 126ª DP, com auxílio da inteligência da PCERJ, buscou identificar e individualizar a conduta de cada um dos integrantes da facção comando vermelho e do terceiro comando, alguns já presos (que implementaram e ordenaram a invasão), que desejavam a ampliação de território e consequentemente de lucro através do tráfico de drogas, impondo verdadeiro clima de terror à população de Porto do Carro, Tangará, Reserva do Peró, Favela do Lixo, Boca do Mato, Valão, etc, demonstrando seus respectivos poderios através de armas de fogo de grosso calibre, como fuzis, matando seus opositores, querendo a morte até mesmo de policiais que tentaram intervir nessa verdadeira guerra que se encontra sendo travada em tais comunidades carentes de nossa cidade.

    Observou-se, contudo, ao decorrer das investigações que, o que parecia ser um conflito local entre traficantes pelo controle de territórios e de distribuição de drogas, em verdade, apresentou-se como uma disputa REGIONAL, quiçá Estadual entre as referidas facções, em uma tentativa estratégica do COMANDO VERMELHO em firmar posição ante a crescente derrocada que estaria sofrendo na Capital do Estado, principalmente após a reafirmação da aliança entre ADA (Amigo dos Amigos) e TERCEIRO COMANDO.

    Neste cenário, os investigadores conseguiram identificar a participação de alguns traficantes vindos como reforço da Baixada (Favela Castelar- em Belford Roxo) e Capital, mais especificamente ligados ao Complexo da Penha e Benfica, principalmente bandidos oriundos da FAVELA DO ARARÁ, pelo lado do COMANDO VERMELHO. Verificou-se ainda a participação de traficantes da favela do JACARÉ (Cabo Frio), local que vem a servir de verdadeiro quartel general para os chefões do Tráfico ligados ao TERCEIRO COMANDO na Região, especialmente ITAJURÚ, TANGARÁ, VALÃO e pequenos pontos ao longo do PERÓ e adjacências (área conflagrada).

    Os traficantes locais forneceram informações privilegiadas acerca da geografia das regiões conflagradas, bem como material humano para a invasão do território. Os traficantes vindos da Capital e Baixada, além do material humano, forneceram material bélico- fuzis e pistolas, e material entorpecente para a manutenção dos pontos de venda de drogas.

    Chegamos à conclusão que a invasão foi frustrada, vez que os traficantes tinham como objetivo definido a eliminação das lideranças do TERCEIRO COMANDO. A frustração se deu, segundo informações presentes aos Autos, parte devido à falta de planejamento dos agentes do COMANDO VERMELHO, parte pela intervenção imediata e eficaz dos PM´s do 25º BPM- Cabo Frio que se fizeram presentes em todos os momentos onde os elementos tentaram agir nas localidades referidas, sempre havendo troca de informações de inteligência entre a 126ª DP e Comando do 26º BPM.

    Destarte, e em razão, principalmente, de não terem sido atingidos os objetivos iniciais, tudo aponta para novos conflitos na região, se fazendo imperiosa a intervenção estatal na localidade, culminando com a futura prisões dos envolvidos.
    Segundo os investigadores, estas armas utilizadas já teriam retornado para suas comunidades no Rio de Janeiro.

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