• Cabo Frio mantém vacinação de rotina contra a febre amarela

    O Departamento de Saúde Coletiva de Cabo Frio anunciou, nesta quinta-feira (18), que vai manter a vacinação de rotina contra a febre amarela nos postos de saúde, já que, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio, a cidade não é considerado local de circulação do vírus. A imunização de praxe permanece, em dias específicos (confira relação abaixo), mas para garantir que o vírus continue longe dos limites cabo-frienses, o município vai participar do Dia D contra a Febre Amarela, no dia 27 de janeiro.

    De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan), Cabo Frio não registrou nenhum caso de febre amarela em 2016, e no ano passado nove casos suspeitos da doença foram notificados, testados e descartados. Esse ano, até o momento, nenhum caso suspeito foi registrado em Cabo Frio.

    Segundo Patrícia Freitas, coordenadora do Programa de Imunização, não há necessidade de uma corrida aos postos. A recomendação é para que as pessoas procurem, com tranquilidade, a unidade de saúde mais próxima de cada residência para tomar a vacina. Durante todo o ano passado, foi baixa a procura da dose pela população.

    “Vamos continuar vacinando normalmente contra a febre amarela, como tem sido feito. As unidades têm dias e horários específicos para vacinação contra a febre amarela, então, é importante que as pessoas fiquem atentas para não irem aos postos em vão”, alertou Freitas, acrescentando que podem tomar a dose pessoas com idades a partir de nove meses até 59 anos. A partir de 60 anos a aplicação é feita somente por prescrição médica.

    Vale lembrar que desde 2017, o Ministério da Saúde definiu que somente uma dose é válida para toda a vida. Logo, quem já se protegeu em algum momento da vida não precisa repetir a vacina.

    De acordo com dados da Fiocruz divulgados na última quarta-feira (16), em todo o país foram confirmados 35 casos de febre amarela, sendo que 20 vieram a óbito até 14 de janeiro deste ano. Ao todo, foram notificados 470 casos suspeitos. Destes, 145 permanecem em investigação e 290 foram descartados. O período de monitoramento começou em julho/2017 - devido à sazonalidade da doença, que acontece em sua maioria, no verão - e vai até junho/2018.

    Escala de escala de vacinação de rotina contra a febre amarela

    Segunda-feira
    Cajueiro: 9h às 11h30 e de 14h às 16h30
    Gamboa: 9h às 11h30
    Vila Nova: 9h às 11h30
    Botafogo: 13h às 15h
    Monte Alegre: 8h30 às 11h30

    Terça-feira
    Unamar: 7h30às 12h e de 13h às 16h

    Quarta-feira
    Florestinha: 10h às 12h
    Jardim Nautilus: 9h às 11h e de 14h30 às 16h
    Santo Antônio: 9h às 12h e de 13h às 16h30
    Manoel Corrêa: 9h às 11h30
    Angelim: 8h às 15h
    Nova Califórnia: 8h30 às 11h30 e de 13h às 15h30
    Samburá: 14h às 16h
    Jacaré: 9h às 11h

    Quinta-feira
    Jardim Caiçara: 8h30 às 11h
    Boca do Mato: 14h às 16h
    Maria Joaquina: 8h às 12h
    Florestinha: 14h às 15h

    Sexta-feira
    Centro de Saúde Oswaldo Cruz: 8h às 12h
    São Jacinto: 9h às 12h e de 14h às 15h
    Peró: 8h30 às 11h30
    Praia do Siqueira: 14h às 16h
    Tangará: 9h às 11h e de 14h às 16h

    CINCO PERGUNTAS SOBRE FEBRE AMARELA
    Fonte: Ministério da Saúde, Fiocruz

    O que é?
    A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África.

    Quais os sintomas?
    Os sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

    Como se transmite?
    A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe. Em regiões de campo e floresta, os transmissores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes, que costumam viver em copas de árvores. É a febre amarela silvestre. O vírus também pode ser transmitido pelo Aedes aegypti, na forma urbana.

    Como tratar?
    Não existe nada específico. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, ele pode morrer.

    Como se prevenir?
    A única forma de evitar a febre amarela silvestre e urbana é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes de viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo. A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem em áreas de risco para a doença (zona rural da Região Norte, Centro Oeste, estado do Maranhão, parte dos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos).

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