• 29 DE JANEIRO: DIA MUNDIAL DE COMBATE À HANSENÍASE

    Seminário no Rio de Janeiro discute situação preocupante da hanseníase no Estado.
    Doença tem cura, mas ainda é grave problema de saúde pública.
    Domingo, 29, é Dia Mundial e Nacional de Combate à Hanseníase. A data, lembrada sempre no último domingo de janeiro, reforça o compromisso global em eliminar a doença, promover o diagnóstico precoce, garantir o tratamento imediato, difundir informações e desfazer o preconceito. No Rio de Janeiro, um simpósio reunirá especialistas no tema na segunda-feira, dia 30, de 9h ao meio-dia, no Conselho Estadual de Saúde (Rua México, 128, no auditório do 11º andar). O evento é promovido em parceria com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), entidade brasileira sem fins lucrativos que é referência internacional na área.

    “Apesar de ser 100% curável, com tratamento que interrompe a transmissão em 48 horas disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), a hanseníase permanece como um grave problema de saúde pública no Brasil. O preconceito, alimentado por décadas de desinformação, é o principal obstáculo ao enfrentamento da doença” explica o conselheiro nacional de saúde Artur Custódio, vice-coordenador nacional do Morhan, que estará no evento.
    Com registros que datam de 1.350 AC, a hanseníase é considerada a doença mais antiga da humanidade. Já esteve presente em todo o mundo e desde o estabelecimento da cura, em 1970, vem sendo erradicada em todos os países. O Brasil é exceção à regra e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o país que concentra o maior número de novos casos da doença - e o único que não está em processo eliminá-la. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam que em 2014 foram registrados, em todo o país, 31.064 novos casos de hanseníase, o que corresponde a um coeficiente de prevalência de 15,32 novos casos da doença por cada 100 mil habitantes. A OMS recomenda que este índice não ultrapasse o limite de 10 novos casos por cada 100 mil habitantes.

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