• Moradores do Peró se revoltam com escuridão e afirmam que turistas vão evitar o bairro por causa do abandono.



    Principal área de lazer do Peró, em Cabo Frio, a Praça do Moinho está no escuro há mais de dez dias. As 16 luminárias das quatro torres que iluminam o local estão apagadas depois de uma pane nos disjuntores. Os moradores e síndicos estão preocupados com a proximidade do feriado prolongado (dia 12 é dia de N. S. Aparecida), quando o Peró receberá milhares de turistas que, à noite, se concentram na praça, onde fica o comércio e restaurantes e um posto da base comunitária de segurança (PM e Guarda Municipal).
    Com a escuridão, moradores e turistas estão evitando a praça à noite. Elias Fernandes, do Espaço Comunidade, fez uma filmagem da praça no escuro, ouviu comerciantes, pediu providências, mas o conserto ainda não foi feito. A responsabilidade é da Companhia de Serviço de Cabo Frio (Comsercaf)

    -- Todos os refletores estão apagados e o local está na maior escuridão. Segundo os comerciantes que ouvimos, o problema se arrasta há mais de dez dias – lamentou o líder comunitário.



    Há anos o Peró sofre com a degradação da sua principal área de lazer. Há dez anos, a praça foi reformada no outro mandato de Marquinho Mendes. Mas a obra não foi aprovada pela comunidade, que na foi ouvida na elaboração do projeto. O espaço público foi ocupado por um play ground que jamais foi concluído e hoje está em completo abandono. E ainda foi feita uma construção na praça para ser um DPO da PM, que também jamais ocupou o prédio.

    Com a falta de manutenção, os bancos estão quebrados, o piso em pedras portuguesas está precisando de reparos e os jardins estão abandonados, precisando de limpeza, poda e plantio de novas espécies de árvores. Pedidos já foram feitos, em vão, à Coordenadoria do Meio Ambiente. No governo passado, os funcionários do setor de Parques e Jardins eram proibidos de atuar no Peró e em outras localidades afastadas do Centro.



    -- É lamentável que um bairro com uma praia maravilhosa, que disputa a Bandeira Azul, seja tratado com descaso pela prefeitura – lamentou Márcia Lemos de Oliveira, que era veranista, mas há cinco anos se mudou do Rio para o Peró.

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