• População recebe orientação sobre área de preservação ambiental




    Domingo de férias, com sol e calor, na Região dos Lagos, dá praia. E a Ilha do Japonês, no Parque Municipal Boca da Barra, em Cabo Frio, foi o local escolhido por um grupo de estudantes da Universidade Veiga de Almeida (UVA) para passar o dia (15). Munidos de caneta e prancheta, partiram em busca de dados para um projeto de pesquisa e, acima de tudo, levar orientação aos banhistas sobre a área de proteção ambiental e a responsabilidade individual de cada visitante com este importante ecossistema. Mais de 80 formulários de pesquisa foram preenchidos no primeiro dia. Os trabalhos seguem até o fim de fevereiro, sempre aos domingos, em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio.
    O professor dos cursos de Engenharia da UVA José Henrique Macedo destacou que educação ambiental é, essencialmente, sensibilização e deve começar com o próprio indivíduo para que possa ser transmitida aos demais, gerando um efeito multiplicador, onde o exemplo fala mais alto.
    Rodrigo Mendonça, aluno do 9º período de Engenharia de Produção, estava entre os voluntários. Conta que decidiu se envolver no projeto, ciente de que o mesmo proporcionará crescimento pessoal, além de agregar valor à profissão. Surfista, destaca a importância de um ambiente saudável para que atividades esportivas e de lazer possam ser realizadas com satisfação. “Espero contribuir para que as pessoas compreendam o que representa este lugar e saiam daqui com um apego especial”, destaca. Fernando Pereira Júnior, aluno de Gestão Ambiental, saiu da capital para sua primeira visita a Cabo Frio. Destaca que a oportunidade de conhecer melhor outras realidades, com uma diversidade de fauna e flora, enriquece não só o aprendizado, mas também o currículo. Apesar da visita ser de estudo e trabalho voluntário, o estudante sentiu-se realizado.
    Para o professor Eduardo Pimenta, coordenador do curso de Gestão Ambiental e do Grupo de Estudos da Pesca, este projeto de extensão da universidade só é possível porque os voluntários estão presentes. Ele acredita que a união de esforços, reunindo diversos atores, e especialmente pelas informações geradas cientificamente, possibilitará aos gestores públicos entender quais são os gargalos e trabalhar para saná-los. “Isso tudo pode desencadear novas ações para mudar e transformar a realidade, chegando o mais próximo do possível de um modelo ideal”, enfatizou.
    Aprovação
    O eletricista Ivo Ferreira, morador da Região dos Lagos, levou a família e amigos para a Ilha do Japonês, local que já conhece há algum tempo, desde quando surfava nas imediações. Considera a orientação importante, pois nunca havia recebido informações sobre a área de preservação. Ciente do seu papel, conta que sempre retorna com o lixo gerado, descartando em um local apropriado. “Se não fizer assim, estarei agredindo o meio ambiente”. A comerciante Adna Brum, de Santo Antônio de Pádua, está de férias na Região dos Lagos. Com um grupo de dez pessoas, ressalta que sempre carrega uma sacola para colocar o lixo gerado.
    A bióloga e funcionária pública Márcia Tavares aproveita os fins de semana para reforçar a renda, por meio do aluguel de pranchas de stand up no local. Ela considera fundamental a gestão integrada entre diferentes órgãos para a preservação ambiental, além de um trabalho intenso de educação ambiental, inclusive com moradores das redondezas das áreas de preservação, gerando multiplicadores e defensores. Parabenizou a iniciativa dos estudantes e destaca que dois pontos merecem atenção especial: a distribuição de lixeiras e a presença de salva-vidas, pois a área é muito frequentada, inclusive por famílias com crianças. 

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